Capítulo I - os escolhidos
O ano era 2012 e as previsões para este período haviam sido feitas há centenas de anos por povos que não chegariam à esse tempo, os Maias. Com elas, o medo de muitos e a descrença de outros, além da certeza de mudança de um grupo muito restrito, que havia sido selecionado antes de nascer.
Esse grupo recebeu uma missão, a mais honrosa, a de paz. Nasceriam em um planeta pacato, chamado 'Azul' por povos estudiosos, onde longe de perigo um dia se encontrariam em um dever, uma vontade.
Datas foram marcadas para o nascimento de cada um para que os mesmos que deram início a esse encargo pudessem reconhecer seus escolhidos: viriam em determinados dias, mas somente em anos que completavam o ciclo (anos bissextos, para os humanos).
Um, dois, três e então 42 foram mandados à Terra, sendo que um quase não foi, a que nasceu no último instante do último dia do último ano bissexto que dava início ao ciclo de nascimento dos escolhidos. Foi um quase.
Capítulo II - a última
Quando o vento se faz como uma pano e percebemos que ele está morno é porque é verão. Foi em um clima assim (seu preferido) em que uma humana se encontrou com dezenove anos e um futuro pela frente. Era estudante do segundo ano de engenharia de alimentos. Aimê: nome sugerido pelo pai e aceito pela mãe que pensou ser tupi, mas uma mera olhada em um livro anos depois a decepcionou. Era francês.
Tinha rituais engraçados: horas iguais tinham um significado, horas contrárias também. Molhar uma mão significava molhar a outra também. Como era muito intuitiva e não sabia disso, Aimê criava rituais todos os dias.
Tinha dúvidas: não tinha certeza nem da existência de fatos. Duvidava sobre o tamanho da população, debatia se o senso era comum mesmo ou era uma invenção para dizer o que é ou não errado. Uma menina com números diferentes. Números em sua vida.
Pequena, comum (cabelos e olhos castanhos em um país latino), igual a todo mundo. Igual por fora. Somente por fora. A casca guardava uma missão. Escolhida, seu nome em uma lista.
continua
.
fadas não existem. Suas fábulas sim.
sábado, 26 de junho de 2010
Prefácio
Escolhida - Acolhida - Devolvida
Começo esse blog com o mais sincero intuito: me expressar por palavras.
Não é fácil, elas fogem de mim. Apanho delas e as apanho como quem captura borboletas: com cuidado.
Não que eu queira ser conhecida, na verdade somente contarei a amigos sobre esse meio de fala interior. Nessa experiência vou roubar alguns nomes e pegar outros emprestados, mas sem direitos concedidos instantaneamente, é claro. Se se sente parte da obra, considere-a como uma homenagem.
E à eles dedico minhas escritas.
Luana Zanini Cevada
Começo esse blog com o mais sincero intuito: me expressar por palavras.
Não é fácil, elas fogem de mim. Apanho delas e as apanho como quem captura borboletas: com cuidado.
Não que eu queira ser conhecida, na verdade somente contarei a amigos sobre esse meio de fala interior. Nessa experiência vou roubar alguns nomes e pegar outros emprestados, mas sem direitos concedidos instantaneamente, é claro. Se se sente parte da obra, considere-a como uma homenagem.
E à eles dedico minhas escritas.
Luana Zanini Cevada
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